JAZZ ISRAELENSE
Aos 41 anos, o jazzista israelense Avishai Cohen esteve no Brasil pela primeira vez na última semana para realizar um concerto na Sala São Paulo. A passagem do músico pelo país se deve ao lançamento do disco Seven Seas, que já vendeu mais de 20 mil cópias em pouco mais de três meses, uma marca expressiva para músicos do gênero. Baixista e compositor, já tocou com grandes nomes do jazz contemporâneo, como Herbie Hancock e Chick Corea. Criado no norte de Israel, Avishai começou a tocar piano aos 9 anos e migrou para o contrabaixo aos 14. Atualmente, mora em Nova York, onde se profissionalizou depois de começar a carreira tocando no metrô da cidade. “No Brasil, meu compositor preferido é Antonio Carlos Jobim, e gosto bastante de Elis Regina. A música brasileira tem uma força impressionante. Há dois lugares no mundo que as pessoas relacionam a música imediatamente após ouvir o nome: Brasil e Cuba. Esses dois países foram fundamentais para expandir os meus horizontes, porque têm uma música que é ao mesmo tempo dançante, complexa e muito rica”, disse Cohen em entrevista ao site de Revista Veja. “Não haverá outro Duke Ellington ou Charlie Parker, mas a cena jazzística está cheia de gente jovem, com vigor, criativa e que cria pontes com diversos gêneros, tornando o jazz ainda mais rico. Não se pode ignorar o que é produzido no presente. Não se trata de comparar, mas é preciso apreciar e compreender a produção contemporânea”, afirmou, quando perguntado sobre as críticas que o jazz atual sofre em relação aos artistas já consagrados do passado.
BOSSA SEMPRE NOVA
Idolatrado há décadas, o baiano de Juazeiro, de vida carioca, João Gilberto completa 80 anos em 10 de junho, sexta-feira. Ele construiu um capítulo importante da história da música nacional, a partir do fim dos anos 1950. Neste exato momento, em qualquer parte do mundo, há alguém se beneficiando do seu jeito de tocar violão, e é isso o dia todo, o ano todo, a vida toda, desde 1958, define Ruy Castro, o autor da biografia Chega de saudade. Aquele ano foi o prelúdio do primeiro LP, Chega de saudade (1959), com arranjos de Tom Jobim, um dos discos essenciais da bossa nova. Eu trabalhava como pianista em boate, e ele me foi apresentado pelo (João) Donato. Ele trabalhava em um grupo vocal e estava à procura de saber como se posicionar dentro da música popular. Tocava um violão maravilhoso. Conversávamos até altas horas da madrugada. Éramos muito amigos. Ali pelas tantas, de repente, ele me convenceu a tocar violão. Cantava de uma forma que na época nem se pensava em cantar, conta o cantor e compositor Sérgio Ricardo. “É um messias que representa uma virada na música brasileira. Quando ele surgiu, só tínhamos o samba canção que vendia bem. No entanto, a juventude queria uma coisa para cima, mais divertida. Ele consegue isso quando junta tudo o que estava acontecendo e cria a batida da bossa nova, o samba moderno. João conseguiu fazer uma revolução em toda a MPB, afirma o amigo, cantor e compositor, Roberto Menescal.
LANÇAMENTO
O primeiro single do novo disco do The Kooks deve ser lançado em 11 de julho. O quarteto inglês revelou que o disco Junk Of The Hearserá lançado em setembro e virá repleto de canções animadas. Os fãs da banda vêm aguardando há muito tempo o terceiro álbum, já que o último trabalho do quarteto foi Konk de 2008. Ele foi gravado no The Sound Factory em Los Angeles e no Sarm Studios em Londres com o produtor Tony Hoffer, que já colaborou com Air, Beck e Belle & Sebastian. “É bem para cima; um álbum para tocar ao sol. O que nós realmente queríamos era compor um disco completamente apropriado, algo que você consiga ouvir do começo ao fim. Nós somos uma banda de álbuns e esta será uma jornada que vocês poderão embarcar com a gente”, disse o vocalista Luke Pritchard.